15 de nov de 2009

Filme: L'Enfant (A Criança), dir. Irmãos Dardenne, 2005

BOM

Mais um filme dos irmãos Dardenne que retrata o aumento da exclusão social dentro da Europa. Ironicamente o casal central é loirinho, bonitinho com um filhinho loirinho e lindinho, o sonho do eurocentrismo de outros tempos. Mas o quadro total é bem outro. Nunca antes houve um cenário em que, com ou sem crise, o capital se concentra cada vez mais e aumenta a pobreza de forma exponencial. Quase não há mais novos postos de trabalho por lá, não há mais um projeto social coletivo, principalmente depois da queda das utopias militarizadas do leste europeu. Parece que o capital não sabe mais o que fazer com as pessoas nem com o meio ambiente. A elite está cada vez mais perdida com suas futilidades de consumo e hedonismo farmacológico e a massa cada vez menos esperançosa. Por incrível que pareça, o quadro dos países emergentes, ao menos teoricamente, é menos sinistro.
Bom filme no mesmo estilo realista, com trilha sonora mínima e enredo enxuto, tal como O Silêncio de Lorna.

Sinopse: "Sonia (Débora François) é uma jovem de 18 anos, que acabou de dar à luz um menino. Bruno (Jérémie Renier), o pai, com 20 anos de idade vive de pequenos roubos cometidos por ele e seus comparsas adolescentes. Os dois veem de maneira bem diferente o significado da chegada desta criança, sendo que os atos de Bruno em relação ao filho colocarão o casal diante de sérios dilemas sobre suas existências".

Ficha Técnica:
Título Original: L'Enfant
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento (Bélgica / França): 2005

Trailer:

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Legenda em português:
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14 de nov de 2009

Filme: Henry Fool, dir. Hal Hartley, 1997

MUITO BOM

Bom exemplo de vida inteligente no cinema americano. Filme baseado eminentemente no enredo, com personagens oscilando entre reais e surreais. Bons diálogos, sem clichês e com cenas bem interessantes. Trama que expõe a fratura entre arte, vida de artista e vida moderna. A boçalidade dos críticos profissionais, o estertor do livro, da poesia e o novo milênio.
Destaco a cena do pedido de casamento, uma espécie de Buñuel atualizado com uma pitada de humor ianque. Sem dúvida alguma assistirei todos os filmes que encontrar desse diretor.

Sobre o diretor: "Hal Hartley formou-se em Cinema pela Universidade de Nova York (NYU) em 1984. Dirigiu o curta-metragem "Dogs", em 1988, antes de estrear na direção de longa com "Uma Relação muito Perigosa" (1989).

Seu trabalho seguinte foi "Confiança" (1990). Os curtas "Ambition", "Surviving Desire" e "Theory of Achievement" (todos de 1991) foram exibidos na 16ª Mostra de São Paulo, numa retrospectiva de sua obra que incluiu também o longa de estréia e o posterior "Simples Desejo" (1992).

"As Confissões de Henry Fool" foi seu longa seguinte. Ele dirigiu ainda "Amateur" (1994), "Flerte" (1995), "O Livro da Vida" (1998), "Beatrice e o Monstro" (2001) e "The Girl from Monday" (2005)".

SINOPSE: "Seja lá quem for Henry Fool – um vigarista, um gênio, um megalomaníaco ou um grande escritor – ele influenciou drasticamente a vida de Simon. Graças ao impulso inicial dado por Henry, Simon é agora famoso por seu trabalho. Ele apenas não sabe como retribuir esse favor, que abriu um novo caminho em sua vida. Acredita que respeito e lealdade possam ser as melhores formas de pagamento. Mas é difícil saber como pagar a um amigo por tudo que ele lhe fez na vida".

Trailer:
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Legenda em português:
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11 de nov de 2009

Filme: O Silêncio de Lorna (Le Silence de Lorna), dir. irmãos Dardenne, 2008

BOM

É um drama realista sobre imigrantes da ex-Cortina de Ferro que buscam brechas nas leis de países com qualidade de vida razoável para ganhar algum dinheiro. Filme enxuto, quase sem trilha sonora, lembra a linha de Ken Loach, Dogma etc.
Bom filme, mas que poderia ser muito melhor se caprichassem nas amarras do enredo. A atriz é a cara da americana que fez Juno.

Sinopse: "O Silêncio de Lorna é o novo longa-metragem dirigido pelos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, que apresentam este novo e aguardado novo trabalho depois do relativo sucesso que obtiveram com seu longa anterior, A Criança (2005) - sucesso obtido no circuito de arte, é bom deixar claro.

Neste filme, eles voltam a abordam a miséria social de seus personagens. Aqui, muito mais social do que econômica, como os personagens do longa anterior. A Lorna (muito bem interpretada por Arta Dobroshi) do título é uma imigrante albanesa que mora na Bélgica. Por meio do casamento com o belga viciado em drogas Claudy (Jérémie Renier, que trabalhou com os Dardenne em A Criança e também está no elenco de outro filme desta Mostra, Horas de Verão), ela consegue a cidadania e está pronta para entrar num esquema criminoso a fim de juntar dinheiro e abrir uma lanchonete com o namorado (Alban Ukaj). Mas, na medida em que ela se envolve emocionamente com toda essa questão - coisa que ela não parece estar disposta no início do filme -, o esquema é colocado abaixo e a tragédia é iminente". Cineclick

Diretor: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Elenco: Arta Dobroshi, Jérémie Renier, Fabrizio Rongione, Alban Ukaj, Morgan Marinne.
Produção: Denis Freyd, Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Roteiro: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Fotografia: Alain Marcoen
Duração: 105 min.
Ano: 2008
País: Bélgica/ Reino Unido/ França
Gênero: Drama

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2 de nov de 2009

Filme: Stalker, dir. Andrei Tarkovsky, 1979

Obra-prima


O filme desenvolve-se por meio de três personagens, que representam, nesta ordem, o homem comum _ de crenças comuns, o artista e o cientista. O primeiro se encarrega de conduzir pessoas (condutor é o étimo que dá origem ao termo stalker, que de fato designa aquele que espreita, que observa de longe) a uma zona onde seus mais recônditos desejos são realizados. Os caminhos para chegar lá são tortuosos, põem a vida em risco e não permitem volta, um passo adiante é um passo sem retorno. O homem comum não pretende realizar outro desejo seu que não o já realizado, porque se sente satisfeito com o que já conseguira, conduzir pessoas. O artista tem seu propósito próprio e o cientista outro bem diverso.
Com esse roteiro, um dos mais inteligentes já escritos para o cinema, como se Albert Camus revivesse para a sétima arte, Tarkovsky revela uma profunda reflexão sobre o poder. O caminho referido, assim como as veredas de Guimarães Rosa, é a metáfora da própria vida, com a diferença de haver sido nela, na vida para Tarkovsky, detectadas zonas de poder onde uns poucos têm seus desejos realizados, configurando desse modo toda a vida restante, a partir desse locus especial de realização egoísta. Percebam a diferença entre as duas obras geniais citadas _ para Guimarães Rosa, não há um local especial de poder, a vida, o sertão, o jogo de forças entre bem e mal se pronuncia onde quer que estejamos; para o Russo, há pólos de poder onde o desejo de uma minoria configura todo o modo como nós vivemos e estes centros de poder expressam os mais íntimos desejos realizados dessa minoria. Daí o grande questionamento final, o que queremos enfim, o que pretende quem almeja o poder?
Destaco a fala:
_ Torço pelo veganismo, mas meu inconsciente clama por um bom bife.
Obra-prima sem dúvida. Fotografia espetacular, atores perfeitos, filme pesado que vale a pena ser revisitado pela vida inteira.

Direção: Andrei Tarkovski
Roteiro: Arkadi e Boris Strugatsky, baseado em livro de suas autorias
Título Original: Stalker
Origem: Rússia/Alemanha
Duração: 155 min
Formato: rmvb
Idioma: Russo
Legendas: Português
Formato: rmvb
Tamanho: 603 MB


"Vencedor do prémio especial do Júri do Festival de cinema de Cannes de 1980. Foi filmado, em sua maior parte, na Estônia, então integrante da União Soviética. Stalker é um termo inglês que significa, em tradução livre, "o espreitador", "aquele que se esgueira". Tarkovsky, os três atores principais, além de outras pessoas que se envolveram na produção, morreram poucos anos depois, em razão de tumores presumivelmente originados da exposição às instalações industriais (radiotivas) da Estônia, onde várias cenas do filme foram gravadas".
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Mais comentários extraídos do Sétimo Projetor:
Artigo:
A Zona de Tarkovski, por Roberto Acioli de Oliveira


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31 de out de 2009

Filme: Kandidaten, dir. Kasper Barfoed, 2008

ENTRETENIMENTO RAZOÁVEL

Policial dinamarquês pra quem está cansado que nem eu e quer babar um pouco na frente da tela, sem ter que ver as mesmas caras roliudianas. (O ator é o mesmo do açougue, só reconheci quando raspou a cabeça).

Sinopse:
Jonas Bechmann, um advogado de defesa, é um homem do sistema. Até o dia em que ele próprio é acusado de assassinato. Sofrendo as conseqüências, ele é caçado por um grupo de chantagistas que ameaçam expô-lo como o assassino. Mas as coisas podem não ser o que aparentam, e terem a ver com a morte de seu pai em circunstâncias misteriosas um ano antes.

Ficha Técnica:
Título Original: Kandidaten
País de Origem: Dinamarca
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Miso Film
Direção: Kasper Barfoed


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29 de out de 2009

Filme: De Grønne Slagtere (The Green Butcher, Carne Fresca, Procura-se), dir. Anders Thomas Jensen, 2003;

RAZOÁVEL

Mais um filme da Dinamarca, o que posso dizer... não é bom nem ruim, é um filme esquisito, mas que... sei lá, assisti e me distraí. O ator é o mesmo de Depois do Casamento, irreconhecível de tão feio rs.

Sinopse: "Bjarne e Svend são dois amigos que trabalham num açougue. Cansados de aturar os caprichos do patrão, o egocêntrico Holger, ambos sonham com a liberdade. Svend engendra todas as formas de conseguir o financiamento para a sua empresa, mas ele não dispõe de capital, tenta então convencer Bjarn a ser o investidor. Este após alguma renitência inicial, também almeja pela liberdade, tornando-se mais receptível a outras ideias, após se aperceber que também não dispõem de meios, recorre à última solução, a herança dos seus pais, para isso manda desligar a máquina que mantém o seu irmão gémeo vivo, por forma a receber o dinheiro".

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28 de out de 2009

Filme: It's a Free World (Livre Iniciativa), dir. Ken Loach, 2007

MUITO BOM

Ninguém melhor que Loach sabe da condição real em que vivem os trabalhadores britânicos.
Mais uma boa crônica sobre essa condição, desta vez sob o ponto de vista feminino. Nela é revelado o conflito entre a consciência altruísta e as necessidades egoístas decorrentes de uma sociedade regida pela economia dita de "Livre Iniciativa", esta espécie de pião do lucro que, se parar, esboroa-se ao chão. Ora, se somos obrigados ao ganho incessante, não somos mais éticos, somos utilitaristas; portanto, não-pessoas, isto é, engrenagens postas a serviço de contratos financeiros. Todavia, por natureza, não conseguimos apagar nossa consciência, nosso modo de vida em sociedade, em conjunto, em solidariedade (étimo que significa: todos parte de um mesmo sólido), daí o conflito existencial da heroína.
Ken Loach mais uma vez não trai seu estilo e nos entrega outro bom filme sobre os subúrbios britânicos, principalmente numa época em que a Inglaterra quase sucumbe à burrice econômica ianque, cuja tese defende que o melhor para o Estado é ser enxuto. Bobagem que, assim com no Brasil, quase sucateou ensino e saúde no país, outrora exemplares. O que gerou um prejuízo futuro maior do que a economia imediata. Hoje se gasta praticamente o "dobro" para recuperar a qualidade de vida perdida no desmanche thatcherista do sistema.

Sinopse: Angie (KIerston Wareing) é uma jovem que acaba de ficar desempregada. Não é a primeira vez que isso acontece. Mas, mesmo que não tenha educação formal, ela tem energia, perspicácia e ambição. Junto com a amiga Rose (Juliet Ellis), decide ter o próprio negócio e monta uma agência de recrutamento de trabalhadores imigrantes.

Ficha
Título original :It's a Free World... Gênero:Drama
Duração:01 hs 36 min
Ano:2007
Direção: Ken Loach


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23 de out de 2009

Filme: Den brysomme mannen (Incomodado), dir. Jens Lien, 2006

Segundo Nietzsche, não com estas palavras, os fracos preferem uma vantagem a uma paixão, ora e não caminhamos para uma sociedade das vantagens? Gosto de fulano porque tem o carro da marca tal e roupas da marca qual, gosto da fulana porque a família tem isso e aquilo, ela só usa isso ou aquilo, ele tem "status", terei uma casa com banheira de mármore italiano, terei x e y. Na sociedade dos frouxos, o importante é ser "polido" e "bem sucedido", no entanto, a natureza, a verdadeira natureza humana hora ou outra eclode nos mais íntimos pensamentos; e não há tampa suficientemente universal que sufoque nosso id, nossos desejos mais atávicos, mais íntimos.
Neste filme nórdico, não a toa reunir as capitais mundiais do suicídio, o diretor mostra o tédio de uma sociedade calculada, onde há bons empregos, boas casas, boas roupas, segurança etc., mas cuja moral é a da vantagem, não a da paixão. O caldo resultante é um cotidiano de frieza, de falta de sabor, onde tudo rescende a uma insensibilidade higiênica, trivial e desesperadora.
Destaco a cena em que ele é o único a chorar no cinema, a do beijo de olhos abertos e a ironia com a luz no fim do túnel.
Filme muito interessante, apesar do início e de algumas partes meio parados.


Comentário diferente em: Cinemondo

Sinopse:

Andreas desembarca numa cidade estranha sem lembrar como chegou ali. É recebido de forma cordial e inicia uma vida regrada, com trabalho, casa e até uma mulher encantadora. Mas rapidamente percebe que tem alguma coisa errada neste mundo perfeito. As pessoas não parecem sentir emoções genuínas e só falam trivialidades. Ele tenta escapar da cidade, mas descobre que não tem saída. Isso até conhecer Hugo, que achou uma fissura no porão de casa, através da qual se sente, pasmem, um perfume de café. Apresentado na Semana da Crítica do Festival de Cannes 2006".

Biografia do diretor:
Nasceu em 1967 na Noruega. Em 1990, foi para Londres tocar em bandas de rockn´roll. Voltou três anos depois, tendo estudado nesse tempo direção cinematográfica na London International Film School. Depois de uma extensa produção de curtas-metragens, o seu primeiro longa-metragem, Jonny Vang (2003), foi selecionado na mostra Panorama do Festival de Berlim 2003.


Ficha Técnica:
Título Original: Den Brysomme mannen
País de Origem: Noruega, Islândia
Gênero: Comédia, Drama, Mistério
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento: 2006

Trailer:
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22 de out de 2009

Filme: Den du frygter (Não Tenha Medo de Mim), dir. Kristian Levring, 2008

Numa sociedade em que a emancipação pelo trabalho cada vez mais tem-se revelado um engodo, recoberto de uma ideologia sinistra de extração da vida, exploração e depressão (pra quem acha exagero intelecutal, hoje mesmo temos estampada a tristíssima soma de 25 suicídios na France Telecom, pasmem, por razões trabalhistas) temos um filme dinamarquês que trata do tema de forma atípica.
Qual o limite entre pressão, sanidade, ódio, temperança e felicidade na sociedade do trabalho-para-o-lucro? E a poderosa indústria farmacêutica de que lado está?
Bom drama psicológico.

Sinopse: "Filme dinamarquês de suspense, que conta a história de um homem que se oferece para participar de um teste clínico de um novo antidepressivo, como uma maneira de mudar sua vida. Quando esse teste é cancelado, ele continua a tomar a medicação, com resultados imprevisíveis".

FICHA TÉCNICA
Título Original: Den du frygter
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 95 min
Ano de Lançamento: 2008
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 314 mb
Servidor: Megaupload


Trailer:


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18 de out de 2009

Filme: Distrito 9, dir. Neill Blomkamp, 2009

O negócio é o seguinte, recebi uma dica por e-mail, um garoto pelo jeito, insistindo muito para que assistisse a esse filme. Avisei que detestava ficção científica, principalmente exemplar do modelo cinemão americano, que beira o retardo mental. No entanto, quando vi o trailer acabei me interessando.
O diretor sulafricano pegou todo o aparato pateta do cinemão ianque e fez, nos moldes de documentário, um filme até interessante sobre a segregação.
Se misturar esse filminho a um livro do Arjun Appadurai (O medo ao Pequeno Número, ed. Iluminuras, a tradução deveria ser medo do pequeno número) dá até pra fazer um bom trabalho a respeito do tema _ por in-crí-vel que pareça rs.

Sinopse: "A humanidade esperava por um ataque hostil ou por gigantes avanços tecnológicos, nada disso veio. Os alienígenas chegam à Terra como refugiados e se instalam em uma área da África do Sul, o Distrito 9, enquanto os humanos decidem o que fazer com eles. A Multi-National United (MNU) é uma empresa contratada para controlar os alienígenas e mantê-los em campos de concentração e deseja receber imensos lucros para fabricar armas que tenham como "matéria-prima" as defesas naturais dos extraterrestres".

"A história ainda é mantida em segredo, mas a idéia dessa ficção científica nasceu da impossibilidade (por motivos financeiros) de Peter Jackson levar adiante o projeto “Halo”, baseado no game de mesmo nome da Microsoft. Coincidentemente, o diretor de “District 9″ é o sulafricano Neill Blomkamp, que assinou comerciais de TV para o jogo em questão. Jackson também produziu o filme". Tirado da rede.

Trailer:


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16 de out de 2009

Filme: O Homem dos Ratos (caso de Freud).


Ainda não assisti; mas, como se trata de uma raridade, postei.

FREUD E O HOMEM DOS RATOS


Síntese de Renata Oliveira


Freud tratou um jovem cujo trabalho foi publicado como "Homem dos Ratos" (1909) (Vol. X da Coleção das Obras Completas de Freud da Editora Imago . Freud procurou formular, a partir do estudo do caso, uma explicação sobre a neurose obsessivo-compulsiva à luz da teoria psico-sexual do desenvolvimento. Para tanto, realizou uma descrição rica e precisa de rituais e obsessões que seu paciente apresentava, buscando interpretá-los à luz de sua teoria. Tal concepção prevaleceu até pouco tempo atrás, quando novos fatos vieram modificar essas concepções.

O paciente, um jovem de educação universitária, apresentou-se a Freud com a queixa de obsessões desde sua infância, mas com uma maior intensidade nos últimos 4 anos de sua vida. Sofria de TEMORES de que algo acontecesse a duas pessoas de quem mais gostava - seu pai e uma jovem a quem admirava. Além disso, tinha consciência de IMPULSOS COMPULSIVOS - tais como, por exemplo, de cortar sua garganta com uma navalha -, produzindo posteriormente PROIBIÇÕES, muitas vezes em conexão com coisas triviais, como no dia em que a jovem de quem gostava ia partir, e ele bateu com o pé numa pedra da estrada em que caminhava, e foi obrigado a afastá-la do caminho, pondo-a à beira da estrada, pois lhe veio a idéia de que o carro dela iria passar e poderia acidentar-se nessa pedra. Contudo, minutos depois pensou que era um absurdo, e foi obrigado a voltar e recolocar a pedra à sua posição original.

A experiência que precipitou a primeira consulta do paciente com Freud ocorreu quando estava em manobras em uma unidade militar. Um oficial descreveu uma forma de tortura na qual o prisioneiro ficava sentado nú, amarrado sobre um recipiente contendo ratos, que buscavam escavar seu ânus em busca de uma saída. Tal pensamento passou a invadir sua mente sem que fosse capaz de evitá-lo, causando-lhe grande aflição. Achava que isso poderia acontecer com a jovem de quem gostava e com o pai, já falecido há 9 anos. Como forma de evitar essa obsessão, empregava uma fórmula particular, dizendo a si mesmo: "Mas", acompanhado por um gesto de repúdio, e depois: "O que é que você está pensando?"

O jovem passou anos combatendo essas e outras idéias, conforme relatou, perdendo, deste modo, muito tempo de sua vida. Vários tratamentos haviam sido tentados, com nenhum efeito positivo.

A análise de Freud concentrou-se na ambivalência do paciente para com seu pai e a jovem a quem cortejava, originada em sua sexualidade precoce e intensa e sentimentos antigos de raiva contra seu pai - que haviam sido severamente reprimidos. O símbolo do rato levou Freud e o paciente a uma série de associações que incluíam erotismo anal, lembranças de excitações anais quando o paciente em criança eliminava lombrigas (que Freud interpretava como simbolizando um pênis), e o fato de ter sido espancado pelo pai aos 4 anos de idade por ter mordido uma pessoa. Associou ainda com problemas antigos do pai do paciente com o jogo (em alemão, um jogador é uma spielratte - ou rato-do-jogo), a idéia infantil do parto anal e a própria experiência real de haver tido verminose quando criança. Após um ano de análise, o paciente curou-se de seus sintomas e, nas palavras de Freud, "o delírio dos ratos desapareceu".



Duração: 50′15″
Tamanho: 550 MB

Download cujo link nos foi cedido pela Bruna:
http://bitshare.com/files/ve4f2x5m/OHDosRatos.avi.html
E-book:
http://www.4shared.com/file/43581422/e7688077/Freud_

12 de out de 2009

Filme: O Anticristo, dir. Lars Von Trier, 2009

RAZOÁVEL PRA RUIM

A morte do filho do casal causa trauma na mulher com prévio distúrbio de personalidade, que recorre frequentemente ao orgasmo para superar ataques de ansiedade. O marido, terapeuta, para tratá-la, tenta empregar o método de desensibilização por meio do confrontamento das fontes dos medos, um deles é a floresta. O efeito é reverso e temos o agravamento do quadro.
Com esse enredo psicológico bem simplório, Lars embrenha-se em reflexões de segunda categoria sobre bem, mal, medo, trauma, sexo, morte etc. Mais uma vez mostra-se muito mais um formalista do que um pensador do nosso tempo, não é à toa que dedica o filme a Tarkovsky, tudo o que ele não consegue ser, mas admira.
Vale a pena ver se já assistiu tudo de Mikhalkov, Sokurov, Tarkovsky, Buñuel, Pálfis, Loach, Jarman, Scola, etc.

Trailer:


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10 de out de 2009

Filme: Aleksandra, dir. Aleksandr Sokurov, 2007

TÍTULO: Alexandra
TÍTULO ORIGINAL: Aleksandra (Александра)
PAÍS/ANO: Rússia, França/2007
DURAÇÃO: 95 min
GÊNERO: Drama, Guerra
DIREÇÃO: Aleksandr Sokurov
ROTEIRO: Aleksandr Sokurov
ELENCO:
Galina Vishnevskaya (Aleksandra Nikolaevna)
Vasily Shevtsov (Denis)
Raisa Gichaeva (Malika)


Como se decide uma guerra? Senhores bem educados, sempre homens, sentados em cadeiras caríssimas, que assinam papéis e vão para suas mansões nadar, tomar uísque, transar com suas amantes e esposas, pegar uma sauna, ver tv e no outro dia estão prontos para "trabalhar" novamente, com uma distância providencial. Quem guerreia de verdade? Garotos e jovens pobres, na faixa etária entre 18 e 30 anos.
Tudo isso é muito batido, no entanto, Sokurov aborda o absurdo da guerra (termo camusiano, um pouco mais preciso que a acepção comum, mais próximo da irredutibilidade do real aos sistemas racionais) a partir de uma avó comum, de personalidade forte e seca, que, não por outro motivo além de se sentir só, vai visitar o neto russo num acampamento de guerra na Chechênia. Suas preocupações são de avó: os pés feridos do neto, o cheiro de cachorro molhado nas tendas, a comida fria, a saúde, o estado civil etc. Deste formidável ponto de vista, cria-se um clima de absurdidade da guerra sem nenhum clichê comum ao gênero. É um filme desconcertante sem ser bombástico, dada a sutileza típica da genialidade e estilo de Sokurov, que volta a repetir a frase que adora:

_ Meu corpo está velho, mas minha alma aguentaria outra vida.

Destaco o diálogo da velha com um rapazote de outra etnia:
_ Não temos liberdade, não vou a lugar algum.
_ Não é tão simples, a força não está nas armas nem nos braços de ninguém.

Percebam um total deslocamento das abordagens sobre as guerras, ela sequer tem força para entender tamanho absurdo, mas pode encorajar o rapaz a suportar o cotidiano sem perder a esperança, que nesta sequência não se apoia em nada além do que o "seguir vivendo".

Sinopse:
Basicamente um conto sobre a avó que vai visitar o neto, um capitão do exército russo, em serviço na Chechênia. Entretanto, o sujeito de Sokurov não é apenas a Chechênia, mas sim todas as guerras e uma reflexão sobre as feridas psíquicas geradas pelos conflitos. Sustentando um nome que evoca uma antiga civilização, a determinada Alexandra viaja para Grosny para visitar o neto de 27 anos de idade, Dennis, que ela não vê há sete anos. No passeio pela base são atormentados pelo calor opressivo e pela violência. O quartel é apresentado pelo ponto-de-vista da mulher. Com um novo olhar, ela observa a rotina dos soldados e as maquinações numa guerra sem fim.

Trailer:


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8 de out de 2009

Filme: Solaris, dir. Andrei Tarkovsky, 1972

Mais um filme genial de Tarkovsky (aqui no blog pretendo analisar todos), que tenta resgatar o humanismo lúcido, recolocando nosso modo de vida no centro da existência e não na periferia, derrubando assim mais um mito de esperança da época, a Ciência _ "o conhecimento só é verdadeiro se for moral". Quando muitos se empolgavam com as novas tecnologias: corrida espacial, mecanização dos campos, robótica, informática, energia nuclear etc, o artista antevia muito mais uma hecatombe iminente (ataque nuclear à Hiroshima em 1945, Guerra Fria, crise dos mísseis em Cuba em 1962 etc.). Em suma, o cineasta expõe a outra face do que chamavam evolução, sociedade evoluída e moderna, qual seja, a destruição. Noutras palavras, enquanto não nos resolvermos com nossos demônios, nossa identidade, nosso passado, nossos desejos e nossa relação com o outro, o que cair em nossas mãos é potencialmente destruidor. Do espaço, talvez, possamos resgatar a perspectiva de nossa pequenez (moral e dimensional) em relação ao cosmos e à vida em geral, fundando uma "nova" ética, o velho humanismo, que, na visão do diretor, conseguiria repor o que é verdadeiramente importante pra nós.


Destaco uma dentre tantas boas falas do roteiro, porque acho que esta ilustra melhor o humanismo de Tarkovsky, que assumidamente não pretendia realizar um filme de ficção científica, apesar deste tratar de uma viagem espacial ao estranho planeta Solaris.
Esta fala dialoga com um trecho da obra de Cervantes, Dom Quixote.

_Um brinde à Ciência!
_ Bobagem, nessa condição, um néscio e um gênio se equivalem. Não precisamos de outros mundos, o homem precisa é do homem.

(...) Ele não morreu de medo, morreu de vergonha.
Vergonha, um sentimento que salvará a humanidade.

Ama-se o que se pode perder, estamos no espaço e, pela primeira vez, o homem pode ser alvo de amor.
O amor é para ser vivido, não explicado.

Sinopse: "Chris Kelvin é um psicólogo que ainda sofre a perda de seu grande amor, Rheya, alimentando um sentimento de culpa pelo ocorrido. Kelvin é convocado para investigar o estranho comportamento dos integrantes de uma estação espacial que orbita o misterioso planeta Solaris, que perdeu contato com a Terra. Inicialmente relutante, Kelvin decide partir após ver um comunicado de Gilbarian, seu grande amigo pessoal, solicitando sua ajuda na estação Prometheus por razões que não quer explicar". Do sítio Sétimo Projetor

Direção: Andrei Tarkovski
Roteiro: Andrei Tarkovski e Fridrikh Gorenshtein, baseado em romance de Stanislaw Lem
Título Original: Solyaris
Origem: Rússia
Duração: 167 min
Formato: rmvb
Idioma: Russo/Alemão
Legendas: Português
Formato: rmvb

Mais comentários no sítio de Roberto Acioli.

Trecho:


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13 de set de 2009

Síndrome do Sol de Setembro

A rua era augusta.
A poeta no livro de lançamento diz na página 67: "a vontade de ficar deitados na cama o dia todo inibe a vontade de matar".
Por que o matar está ali, misturado àquela beleza abissal?
Seria o verbo matar ou o ato matar?
Quem seria (ou não seria) Mickey e quem seria Mallory?
Ela menciona o filósofo e de novo reflete sobre amor e morte.
Ela deitada seria diferente se estivesse andando de calça jeans e comendo amendoim Paulista afora?
Por que isso agora? "Despertar teia depois do sonho-água" (minha compulsão em não deixar o texto dos outros morrer pra mim e sair "completando")
e saber sol e secar e fazer tudo de novo, sem nenhum aprendizado.
Manual esloveno de patologias tropicais: síndrome do sol de setembro.

(p.67 do livro Ávida Espingarda, ed. [e]Editorial_ Annablume).

9 de set de 2009

Nascimento dos Cristos

Como ainda não encontrei tempo para terminar de assistir Solaris, lá vai um singelo textinho.



Nascimento dos cristos




Nove meses te prepararam para sair.
De modo natural, passe logo pelo túnel-boceta,
esse caminho que liga um lodo escuro ao Reino dos Idiotas!

28 de jul de 2009

Filme: Round Midnight, dir. Bertrand Tavernier, 1986

"‘Round Midnight’ é um filme de amor ao jazz, uma carinhosa homenagem que o francês Bertrand Tavernier fez, em 1986, aos grandes instrumentistas que, nos anos 40 e 60 se auto-exilaram na França. Todos aqueles que mudaram a cara da música no século passado, aqueles que eram muito mais respeitados na Europa do que na terra natal, lá eram considerados divindades, na América, apenas negros talentosos, que tocavam música estranha e se entupiam de drogas. ‘Round Midnight’ é, com toda razão, considerado o mais belo filme já feito sobre jazz. O filme foi dedicado e inspirado em duas grandes lendas do jazz: o pianista Bud Powell e o saxofonista Lester Young. Para construir o enredo, Tavernier convidou músicos de fato para desempenharem os papéis.
Trailer:


O filme fala de uma salvação, ou uma tentativa. Um francês de nome François Cluzet tenta salvar seu herói, o saxofonista Dale Turner, da vida ordinária que leva durante uma temporada do músico em Paris, no ano de 1959. Dale Turner é vivido pelo extraordinário músico Dexter Gordon. Gordon impressionou já que nunca tinha trabalhado como ator profissionalmente e se saiu tão bem que foi indicado para o Oscar de melhor ator. Contou, também, com o surpreendente desempenho artístico do famoso pianista Herbie Hancock, além da grande surpresa do filme: revelar o talento de François Cluzet no papel coadjuvante, que em muitos momentos, rouba as cenas do filme, pois consegue brilhantemente encarnar o papel do ardoroso fã.



A música levou, com toda justiça, o Oscar de melhor trilha-sonora. E toda essa beleza, que focaliza o jazz daquela época, ficou nas mãos de um verdadeiro conhecedor do jazz e um de seus melhores músicos: o pianista Herbie Hancock que chamou o creme do jazz, uma seleção de tirar o fôlego. Herbie Hancock fez mais do que apenas organizar a gravação, selecionar os músicos, as canções e ensaiar todos. O resultado é uma música hipnótica, fluida, lenta e perfeita. O disco abre com uma versão de "Round Midnight", em que o trio Herbie Hancock, Tony Williams e Ron Carter é coadjuvante de um solo de trumpete feito por Bobby McFerrin com as cordas vocais. O disco ainda contém momentos preciosos como Chet Baker cantando com sua voz combalida pela vida e pelas drogas."

Download do Filme via torrent

Amostra Round Midnight versão longa:

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Download das músicas, 1ª versão
Download das músicas, 2ª versão

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26 de jul de 2009

Filme: Auf Der Anderen Seite (Do Outro Lado), dir. Fatih Akin, 2007


Outro bom filme de Fatih Akin, apesar da ênfase excessiva no acaso, ponto em que discordo. Contudo é um filme bem tramado, com boas atuações e boas tomadas de Istambul.

Diretor: Fatih Akin
Fotografia: Rainer Klausmann
Tempo: 122 min
Gênero: Drama
País: Alemanha, Turquia


Sinopse:
"O filme se divide em dois capítulos. No primeiro, em Bremen, na Alemanha, Nejat Aksu (Baki Davrak), um descendente de turcos, leciona alemão em uma faculdade local. E um caixão é desembarcado de um avião em Istambul. No segundo capítulo, Nejat retorna para a Turquia onde vira dono de uma livraria especializada em livros escritos em alemão. E um caixão agora é carregado em um avião em Istambul". Do sítio Omelete
Trailer:

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Legenda em português:
Sincronizada:
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Outra legenda:
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23 de jul de 2009

O Triunfo dos Imbecis



"Não nos deve surpreender que, a maior parte das vezes, os imbecis triunfem mais no mundo do que os grandes talentos. Enquanto estes têm por vezes de lutar contra si próprios e, como se isso não bastasse, contra todos os medíocres que detestam toda e qualquer forma de superioridade, o imbecil, onde quer que vá, encontra-se entre os seus pares, entre companheiros e irmãos e é, por espírito de corpo instintivo, ajudado e protegido. O estúpido só profere pensamentos vulgares de forma comum, pelo que é imediatamente entendido e aprovado por todos, ao passo que o génio tem o vício terrível de se contrapor às opiniões dominantes e querer subverter, juntamente com o pensamento, a vida da maioria dos outros. Isto explica por que as obras escritas e realizadas pelos imbecis são tão abundante e solicitamente louvadas - os juízes são, quase na totalidade, do mesmo nível e dos mesmos gostos, pelo que aprovam com entusiasmo as ideias e paixões medíocres, expressas por alguém um pouco menos medíocre do que eles.
Este favor quase universal que acolhe os frutos da imbecilidade instruída e temerária aumenta a sua já copiosa felicidade. A obra do grande, ao invés, só pode ser entendida e admirada pelos seus pares, que são, em todas as gerações, muito poucos, e apenas com o tempo esses poucos conseguem impô-la à apreciação idiota e ovina da maioria. A maior vitória dos néscios consiste em obrigar, com certa frequência, os sábios a actuar e falar deles, quer para levar uma vida mais calma, quer para a salvar nos dias da epidemia aguda da loucura universal."

Giovanni Papini, in 'Relatório Sobre os Homens'.

22 de jul de 2009

Filme: Gegen die Wand (Head On, Contraparede), dir.Fatih Akin, 2004

Outro bom filme sobre conflito de costumes entre Oriente e Ocidente, desta vez entre os turcos da Alemanha. É uma ficção, impulsionada por ótimos atores, onde tudo funciona bem, até as cenas de violência não são estilizadas nem redundantes. Ótima música e boa trama, que confirma a fama de bom diretor de Fatih Akin.

Sinopse:

"Sibel (Sibel Kekilli) é uma bela moça muçulmana de 20 anos de idade. Em uma clínica de recuperação, após uma tentativa de suicídio, ela conhece Cahit (Birol Ünel), um rapaz turco que também havia tentado o suicídio. Os jovens decidem se casar formalmente, apenas como um meio de permitir que Sibel escape das regras estritas de sua família conservadora. Embora ela tenha uma vida sexual independente, eles resolvem dividir um apartamento. Cahit aceita a situação no início, mas se apaixona e, num acesso de ciúmes, mata um dos amantes da companheira. Depois de cumprir pena, Cahit reencontra Sibel, ainda acreditando que eles podem ter um futuro em comum".

Trailer:

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Cd2

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Senha: about-sexxx.com

Legenda em português:

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17 de jul de 2009

Filme: Ae Fond Kiss (Apenas um Beijo), dir. Ken Loach, 2004

Draminha romântico cujo pano de fundo é o conflito entre a tradição familiar paquistanesa e o modo de vida britânico. Pra quem gosta do estilo, vale a pena ver caras novas na tela, a atriz britânica lembra muito nossa Carla Camuratti. Mesmo sendo dirigido por Ken Loach, pessoalmente não tenho muita paciência com esse tipo de filme, geralmente durmo um pouco no meio rsrs.

Gênero: Drama
Tempo de Duração: 107 Minutos
Países de Origem: Inglaterra / Bélgica / Itália / Espanha / Alemanha
Idioma do Áudio: Inglês
Direção: Ken Loach
Roteiro: Paul Laverty


Sinopse:
"Casim (Atta Yaqub) é filho de Tariq (Ahmad Riaz) e Sadia (Shamshad Akhtar), imigrantes paquistaneses que se instalaram em Glasgow, na Escócia. Eles preparam um casamento arranjado para Casim com sua prima Jasmine (Sunna Mirza), seguindo a tradição muçulmana. Jasmine está prestes a chegar à Escócia. Casim, que é DJ, sonha em montar sua própria casa de festas e tem sua vida mudada completamente quando conhece Roisin (Eva Birthistle), professora de música numa escola católica. Os dois se apaixonam e decidem ficar juntos. No entanto eles terão que enfrentar a incompreensão tanto de católicos quanto de muçulmanos para fazer valer o seu amor".

Nota no IMDb: 7,3
Ganhou o César de Melhor Filme Europeu. Recebeu uma indicação ao European Film Awards de Melhor Roteiro. Ganhou o Prêmio Ecumênico do Júri, no Festival de Berlim. Ganhou o Prêmio do Público, no Festival de Valladolid.

Elenco:
Atta Yaqub (Casim Khan), Eva Birthistle (Roisin Hanlon), Shamshad Akhtar (Sadia Khan), Ghizala Avan (Rukhsana Khan), Shabana Akhtar Bakhsh (Tahara Khan), Ahmad Riaz (Tariq Khan), Shy Ramsan (Hammid), Gerard Kelly (Padre), Gary Lewis (Danny), Emma Friel (Annie), Sunna Mirza (Jasmine)
Trailer: